Sara Não Tem Nome

Ômega III (single)

Com canções que abordam temas do cotidiano e a complexidade da adolescência, Sara Não Tem Nome faz sua estreia musical em Ômega III, primeiro disco da artista e compositora mineira de 22 anos. O pré-lançamento acontece dia 22 de setembro, no Red Bull Station, mas antecipamos aqui duas músicas que estarão presentes no trabalho: "Dias Difíceis" e a faixa-título "Ômega III", comentadas por ela abaixo.

ÔMEGA III​

"Esta música foi composta enquanto estava lendo Schopenhauer. Estava pensando muito sobre vida e morte, sobre como era a minha, e a visão da sociedade em geral sobre o corpo de outros animais, principalmente os que comemos. Na época eu não comia carne e algumas pessoas perguntavam: "mas nem peixe", como se ele estivesse em uma subcategoria animal. Os peixes sempre me pareceram animais melancólicos, levando uma vida tediosa quando domesticados, passando o tempo dentro de um vidro com água, chamado áquário. Pensava também sobre a situação, de certa forma oposta, entre peixe e ser humano: os dois precisam de oxigênio para sobreviver, mas o ser humano não consegue retirá-lo da água e o peixe com não consegue retirá-lo do ar."

DIAS DIFÍCEIS

"Foi uma que demorei pra terminar. Queria que ela fosse uma música muito grande, com várias situações complexas que aconteciam na minha vida e na das pessoas que eu observava. Acho que ela fala de um momento que vivi que perpassa o disco todo, uma fase de muitos questionamentos, dúvidas, sentimentos intensos e a vontade de que os outros me entendessem e que eu começasse a entender também sobre o que me comovia ou perturbava."

O álbum é um resgate das canções que a artista vem compondo desde os 15 anos anos e foi gravado durante o período em que participou do programa de Residência Artística do Red Bull Station. A produção do disco é dela e de Julito Cavalcante (BIKE e Macaco Bong) e masterização do australiano Rob Grant, que assina as masters de Tame Impala. 

Foto: Ariana Miliorini