Tulipa Ruiz em versão exclusiva

Camila Alam / May 12, 2015

A cantora fez uma performance única para o Stripped Sessions, no Red Bull Studio São Paulo

Depois de passar 15 dias imersa com a sua banda em um sítio no interior de São Paulo, a cantora Tulipa Ruiz gravou seu último disco, 'Dancê', no Red Bull Studios São Paulo. O álbum, como sugere o título, celebra o seu momento de "dançar a vida", como ela definiu. Exclusivamente para a RedBull.com/Music, Tulipa participou do projeto Stripped Sessions, onde apresenta duas faixas do novo trabalho. Confira os vídeos exclusivos gravados no Red Bull Station e o nosso bate-papo com a cantora.

Assista a versão exclusiva de "Proporcional":

Me conta um pouco sobre o processo de gravação no Red Bull Studios, como foi?

Eu adoro a parte de mix, que é onde a gente começa a mexer no volume das coisas, começamos a colocar todos os instrumentos, os arranjos, as vozes, tudo no lugar. É um momento que eu gosto muito. É como se você desse banho no ser e agora começasse a arrumar, bota roupinha, bota brinquinho, deixa arrumadinho, passa um rimelzinho. Estou muito animada com o disco em si.

Que chama 'Dancê'…

Isso, o nome do disco é Dancê. Fiz um disco que acho absolutamente dançante. Eu gosto, estou nesse momento de celebrar as coisas com o corpo. De dançar a vida mesmo, então esse disco tem muito a ver com essa fase. A gente passou um tempo em imersão. Nunca tinha feito isso. Ficamos 15 dias em um sítio, foi um processo de composição com a banda muito interessante. Primeira vez que faço essa imersão de sair de São Paulo para um lugar tranquilo, de ficar só com o silêncio e com o som. Isso foi muito importante pra concepção deste disco. Depois, quando estávamos com as músicas frescas, viemos para o Red Bull Studios e é a primeira vez que tenho bastante tempo pra experimentar em estúdio, então consegui desfrutar bastante do processo por conta disso.

Assita a versão exclusiva de "Reclame", gravada no Red Bull Studios São Paulo:

Nessa imersão você já tinha músicas compostas?

Muita coisa aconteceu lá, eu já tinha bastante coisa e também já tinha feito uma pré-produção com meu irmão, Gustavo Ruiz, que é meu parceiro na maioria das músicas e na produção musical e meu guitarrista. É tudo em família.

Seu pai [o guitarrista Luis Chagas] também ainda toca com vocês?

Sim, meu pai também toca na banda. No disco tem uma música em parceria com ele, que é minha, do Gustavo e do meu pai. Então a gente já chegou no sítio com várias ideias e fomos materializando esses desejos.

Esta gravação do Stripped Sessions foi o primeiro dia em que você e a banda inteira tocaram algumas músicas juntos. Como foi?

Foi muito legal, porque as duas músicas que tocamos para o Stripped Sessions tem arranjo de metal, que não aconteceram ao vivo, eles foram colocados depois de gravados. Então, foi a primeira vez que ouvimos esse arranjo com todo mundo tocando ao mesmo tempo, olhando no olho do outro. Quando isso acontece é como se eu estivesse inaugurando de verdade a música.

Me fala um pouco sobre as duas músicas, 'Proporcional' e 'Lambe Lambe'.

A 'Proporcional' é uma música de amor. Uma música que fala que o amor é um lugar de possibilidades e cabimento. Tudo cabe dentro do amor. A segunda é a 'Lambe lambe' ou 'Reclame', eu ainda não me decidi 100% qual vai ser o nome da música. É uma história que existe numa folha sulfite pregada num poste. Uma propaganda de um vidente, uma pessoa que resolve seus problemas do passado e prevê seu futuro e resolve seu presente. Essas histórias malucas e absurdas que a gente vê nos postes e que ficamos desconfiados, mas ao mesmo tempo com um pouco de vontade. Será que é charlatanismo? E tem umas coisas absurdas, tipo, ao mesmo tempo que a pessoa trás seu amor de volta, ela conserta uma torneira, sabe? São esses profissionais híbridos do obscurantismo.

Já usou o serviço de algum deles?

A música fala disso. Preciso ir, inclusive. (risos)